Querido,
Não sei teu nome, tua idade, ou qualquer coisa do tipo, mas também não estou aqui pra saber. Me leia, escuta essas minhas palavras prensadas aqui, por favor. Não é fácil dizer tudo isso, estou enferrujada, meus dedos já não sabem o que é correr por esse teclado a fora sem ter que parar a cada meia palavra. Sinto falta de escrever com meu coração bonito, me entende? Descrever minhas tardes apaixonadas, contar do toque das mãos, dos beijos apaixonados. Eu sinto uma falta absurda do amor! Você deve estar pensando que isso não é motivo pra ficar triste, mas meu amigo, pra alguém que antes lotava cadernos num piscar de olhos não conseguir lotar um sulfite é de dar um desespero sem fim.
Seria frescura minha dizer que a falta de amor me trucida tanto assim, tem mais amigo. O amor nunca fugira totalmente de mim, ele mantém um fulano escondido aqui no coração, sabe? Aquele amor doído que grita toda vez que o nome dele é falado alto. Eu o amo, muito, mas sofrer eu num guento mais não, amigo. Doeu demais, minhas lágrimas secaram de tanto que chorei, não dá mais pra sustentar algo assim dentro do peito. Mas quem disse que sai? Ih, esse amorzinho miserável faz questão de ficar, sabe como é, é o tal do “primeiro amor” que a gente (infelizmente) nunca esquece. Ele me machuca, ainda mais por saber que é só desse lado que eu guardo o infeliz.
Estou perdida, confusa, sozinha, carente… Uma merda. Meus pensamentos não se fixam, relembram o ocorrido triste da última semana. Eu perdi alguém, sabia? Não, ele não partira do modo que está pensando, o que deixa tudo pior. Odeio o fato de relembrar as cenas, as falas, a falta. Mas eu sei que no futuro é pro melhor, eu sei, só que aperta o coração do mesmo jeito. Vou superar? Sempre supero, se não nem aqui mais estaria amigo. Só que dói, tu sabes, quando alguém parte ela leva um pedaço do coração junto e nem pede licença pra arrancar sem a anestesia de um “adeus” ou quem sabe até “nunca te esquecerei”. Estou me definhando com todas essas mágoas guardadas.
Poderia escrever mais 10 parágrafos contando a mesma história só que em palavras diferentes, mas isso me renderia mais lágrimas e muito do teu tempo, sou realista, sei que cansa ouvir o problema dos outros por isso nunca me ouves falando dos meus. Mas como já citei, estou me destruindo. Não faça como eu, junte teus amigos e se abra, ouviu bem? Nunca deixe chegar assim, como essa encalhada que escreve cartas pra alguém inexistente. Tu tem alguém, sempre, pra te dar apoio! Tenho que pegar o trem, tô indo embora da vida, até qualquer dia, ou outra carta.
Não sei teu nome, tua idade, ou qualquer coisa do tipo, mas também não estou aqui pra saber. Me leia, escuta essas minhas palavras prensadas aqui, por favor. Não é fácil dizer tudo isso, estou enferrujada, meus dedos já não sabem o que é correr por esse teclado a fora sem ter que parar a cada meia palavra. Sinto falta de escrever com meu coração bonito, me entende? Descrever minhas tardes apaixonadas, contar do toque das mãos, dos beijos apaixonados. Eu sinto uma falta absurda do amor! Você deve estar pensando que isso não é motivo pra ficar triste, mas meu amigo, pra alguém que antes lotava cadernos num piscar de olhos não conseguir lotar um sulfite é de dar um desespero sem fim.
Seria frescura minha dizer que a falta de amor me trucida tanto assim, tem mais amigo. O amor nunca fugira totalmente de mim, ele mantém um fulano escondido aqui no coração, sabe? Aquele amor doído que grita toda vez que o nome dele é falado alto. Eu o amo, muito, mas sofrer eu num guento mais não, amigo. Doeu demais, minhas lágrimas secaram de tanto que chorei, não dá mais pra sustentar algo assim dentro do peito. Mas quem disse que sai? Ih, esse amorzinho miserável faz questão de ficar, sabe como é, é o tal do “primeiro amor” que a gente (infelizmente) nunca esquece. Ele me machuca, ainda mais por saber que é só desse lado que eu guardo o infeliz.
Estou perdida, confusa, sozinha, carente… Uma merda. Meus pensamentos não se fixam, relembram o ocorrido triste da última semana. Eu perdi alguém, sabia? Não, ele não partira do modo que está pensando, o que deixa tudo pior. Odeio o fato de relembrar as cenas, as falas, a falta. Mas eu sei que no futuro é pro melhor, eu sei, só que aperta o coração do mesmo jeito. Vou superar? Sempre supero, se não nem aqui mais estaria amigo. Só que dói, tu sabes, quando alguém parte ela leva um pedaço do coração junto e nem pede licença pra arrancar sem a anestesia de um “adeus” ou quem sabe até “nunca te esquecerei”. Estou me definhando com todas essas mágoas guardadas.
Poderia escrever mais 10 parágrafos contando a mesma história só que em palavras diferentes, mas isso me renderia mais lágrimas e muito do teu tempo, sou realista, sei que cansa ouvir o problema dos outros por isso nunca me ouves falando dos meus. Mas como já citei, estou me destruindo. Não faça como eu, junte teus amigos e se abra, ouviu bem? Nunca deixe chegar assim, como essa encalhada que escreve cartas pra alguém inexistente. Tu tem alguém, sempre, pra te dar apoio! Tenho que pegar o trem, tô indo embora da vida, até qualquer dia, ou outra carta.
— Atenciosamente, Pra Sempre Sozinha. (via memorias-escritas)
7 months ago on 15 October 2011 @ 5:13pm + 24 notes
via escritas-da-alma (originally memorias-escritas)
via escritas-da-alma (originally memorias-escritas)
